Reportagem da BBC News sobre a volta da preferencia de fones com fio em detrimento ao Bluethooth.
Eu, por motivo de qualidade de som, nunca adotei o Bluethooth para som.
Reportagem da BBC News sobre a volta da preferencia de fones com fio em detrimento ao Bluethooth.
Eu, por motivo de qualidade de som, nunca adotei o Bluethooth para som.
Diferente de olimpíadas tradicionais baseadas apenas em provas teóricas, a OBAFOG coloca os alunos como protagonistas do aprendizado, incentivando o uso de conceitos de física, matemática e engenharia de forma concreta e divertida.
Na edição de 2026, o calendário segue o padrão nacional:
Os lançamentos acontecem dentro das próprias instituições de ensino, sob orientação de professores, garantindo segurança e acompanhamento pedagógico.
A OBAFOG é considerada uma “olimpíada experimental”. Os estudantes formam equipes e desenvolvem foguetes utilizando materiais simples, como garrafas PET, papel, ar comprimido ou reações químicas — dependendo do nível escolar.
Os participantes são divididos por níveis, que vão desde os anos iniciais do ensino fundamental até o ensino médio. Cada nível possui regras específicas para construção e lançamento dos foguetes.
O principal objetivo é alcançar a maior distância horizontal possível, aplicando conceitos científicos de forma prática.
Mais do que uma competição, a OBAFOG tem um papel educacional importante. Entre seus principais objetivos estão:
Além disso, a participação pode abrir portas para outras olimpíadas científicas e até seleções internacionais na área.
A OBAFOG mobiliza centenas de milhares de estudantes todos os anos em todo o Brasil. Em edições recentes, mais de 300 mil participantes estiveram envolvidos, demonstrando o grande alcance da iniciativa.
Esse número reforça o papel da olimpíada como uma das maiores ações de incentivo à ciência na educação básica.
Participar da OBAFOG é uma oportunidade única de aprender ciência “fazendo”. Ao construir e testar foguetes, os alunos vivenciam na prática conceitos que muitas vezes ficam apenas na teoria.
Além disso, a experiência torna o aprendizado mais dinâmico, desperta a curiosidade e pode até influenciar escolhas futuras de carreira nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia.
https://erl4ever.blogspot.com/2021/02/projetando-simuladores-de-voo.html
https://erl4ever.blogspot.com/2025/03/uma-engenheira-de-software-um-crianca.html
https://erl4ever.blogspot.com/2022/10/construindo-o-lounchpad-do-saturno-5.html
Antes da internet como conhecemos hoje, com sites, redes
sociais e vídeos instantâneos, existia um mundo digital que funcionava de um
jeito bem diferente. Esse mundo era o das BBS, sigla para Bulletin Board
System, ou "Sistema de Quadro de Avisos". E sim… ele funcionava
usando a linha telefônica da sua casa.
Tudo começava com um telefonema
Nos anos 70 e 80, quem queria se conectar a uma BBS
precisava de três coisas:
O modem era o aparelho que traduzia os dados do computador
em sons, aqueles chiados que muita gente ainda lembra. Esses sons viajavam pela
rede telefônica até outro computador, que geralmente ficava na casa de alguém
comum. Isso mesmo: a maioria das BBS não ficava em empresas, mas na casa de
entusiastas de informática. Uma das primeiras BBS da história foi criada em
1978 por Ward Christensen e Randy Suess, nos Estados Unidos.
A Tecnologia e a Velocidade
Nada de servidores gigantes. As BBS rodavam em
microcomputadores da época, que eram máquinas baseadas em processadores
simples, com pouca memória (às vezes menos que um arquivo de texto atual) e
armazenando tudo em disquetes. No Brasil, era comum ver BBS rodando em clones
nacionais de micros estrangeiros, como os compatíveis com CP/M ou MSX.
E a conexão era muito lenta. Velocidades comuns eram de 300
bps (bits por segundo) a 1200 bps, e 1200 já era um luxo!. Para você ter uma
ideia, a internet de hoje provavelmente é milhões de vezes mais rápida.
Cronologia dos modems usados por consumidores
|
|---|
Embora o modem fosse chamado de 56k, na prática quase ninguém passava de 44–50 kbps, por limitações da rede telefônica analógica.
A Primeira Rede Social da História
Apesar da tecnologia limitada, o lado mais importante das
BBS era o social. Era praticamente um WhatsApp, um Fórum e um Google Drive,
tudo misturado em modo texto. As pessoas se conectavam para:
Trocar mensagens (funcionava como
um e-mail primitivo)
Participar de fóruns, conhecidos
como "message boards"
Baixar programas e jogos
Compartilhar textos e ideias
Com o tempo, surgiu a ideia de ligar várias BBS entre si. Assim
nasceu a FidoNet, uma rede mundial que permitia enviar mensagens entre cidades
e trocar arquivos entre países. E tudo isso usando telefone, com as BBS ligando
umas para as outras durante a madrugada para baratear o custo da ligação.
O Cenário Brasileiro
Nos anos 80 e início dos 90, o Brasil viveu sua própria era
de BBS. Como a telefonia era cara, as conexões eram normalmente locais, dentro
da mesma cidade e a conexão feita depois das 0:00hs, onde a chamada era mais
barata e o telefone estava livre. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, surgiram
dezenas de sistemas mantidos por estudantes, engenheiros, radioamadores e
apaixonados por informática.
As comunidades eram muito ativas, trocando softwares, lendo
jornais digitais, compartilhando jogos e fazendo debates políticos e culturais.
Tudo via texto. Nada de imagens ou vídeos, só ideias.
O Espírito das BBS Continua Vivo!
Com a chegada da internet comercial nos anos 90, as BBS
começaram a desaparecer. Mas deixaram um legado enorme: fóruns, redes sociais,
e-mail, download de arquivos e comunidades online praticamente nasceram ali.
Se você acha que as BBS morreram, pense de novo. Hoje, em
pleno século XXI, existe uma comunidade mundial de entusiastas que ainda se
conecta usando máquinas antigas, muitas vezes com o hardware original. Computadores
como TRS-80, MSX, Apple II e sistemas CP/M ainda conseguem acessar as BBS
modernas.
Como as linhas telefônicas desapareceram, a mágica moderna
funciona assim:
Entusiastas usam WiFi Modems ou
Ethernet Modems.
Esses dispositivos enganam o
computador antigo, fazendo ele acreditar que ainda está discando para outro
sistema.
Em vez de discar, eles conectam
via Telnet ou SSH, protocolos que funcionam como uma ligação digital pela
internet.
Na prática, o computador pensa que está em 1985, mas na
verdade está em 2026. E a interação continua igual, com fóruns, chats, troca de
arquivos e mensagens entre usuários. Mais do que nostalgia, é uma forma de
preservar a história e manter essas comunidades vivas.
Quer voltar no tempo? Veja algumas BBS Brasileiras ativas hoje:
Você pode usar o seu computador atual para vivenciar essa
experiência. Aqui estão alguns sistemas que ainda funcionam:
|
Nome da BBS |
Endereço |
Porta |
Observações |
|
SoftSolutions |
softsolutions.net.br |
2023 |
Integra com Fidonet |
|
Clube da Insônia |
bbs.conf.eti.br |
23 |
Estilo clássico |
|
Baffa BBS |
baffa.zapto.org |
2323 |
Veterana |
|
Terra Brasilis |
tbrasilis.ddns.net |
23000 |
Comunidade ativa |
|
Micronet BBS |
micronet.ddns.net |
2323 |
Mensagens e troca |
|
Cult of Shaky Shell |
35.198.6.23 |
8888 |
Interface ANSI |
Como conectar no Windows usando o Putty:
Tipo de conexão: Telnet
Host: bbs.conf.eti.br (exemplo)
Porta: 23
Modem WIFI Nanico
Um modem Nanico para conectar os CP500, C300, ou qualquer outro computador antigo. Isso inclui Os meus CO500 e CP300 Nanicos.
Estes modem possuem hardares modernos, utilizando modulos como o ESP8266. O que escolhi, foi o projeto que esta em https://github.com/mecparts/RetroWiFiModem , tem um hardware e software bem completos, incluindo LEDs de status e também a emulação do som que se houvia durante a discagem e negociação de conexão. A escolha por este me caiu bem, pois eu tinha todos os componentes nas minhas caixinhas de acumulador.
O resultado final
Comprei duas caixas plasticas da PATOLA que parecem ter sido feitas para o projeto, cada uma com seu estilo remetendo a modem retro.
Nas décadas de 1970 e 1980, a informática brasileira viveu
um período muito particular. Não foi apenas uma fase de desenvolvimento
tecnológico, foi também um momento de construção de identidade técnica e
linguística.
A Reserva de Mercado e a Política Nacional de Informática
Durante o regime militar, o Brasil implementou a chamada
“reserva de mercado” na área de informática. Essa política foi formalizada pela
Lei da Informática de 1984 e executada principalmente pela Secretaria Especial
de Informática (SEI).
O objetivo era claro:
Empresas estrangeiras enfrentavam restrições para vender
certos equipamentos no Brasil. A ideia era estimular a produção e o
desenvolvimento locais.
Essa política só foi encerrada no início dos anos 1990,
durante o governo de Fernando Collor de Mello, quando o mercado foi aberto às
importações.
A Linguagem como Parte do Projeto Tecnológico
A política de informática não era apenas industrial, havia
também um componente cultural e linguístico.
A lógica era simples e ambiciosa:
Se dominamos a linguagem, dominamos a tecnologia.
Dentro desse espírito, muitos autores passaram a evitar
termos em inglês e criar equivalentes totalmente em português. Entre os nomes
mais conhecidos dessa linha estava o professor José Antonio Zuffo, da Universidade
de São Paulo (USP).
Seus livros foram importantes na formação de engenheiros,
mas ficaram famosos também pelo uso intenso de traduções técnicas próprias, que
muitos consideravam difíceis. No meio, alguns referiam-se a ele, carinhosamente, como professor Zovni.
O Problema das Traduções Literais
Alguns termos passaram a receber traduções extensas e pouco
práticas. O exemplo clássico é:
EPROM
(Erasable Programmable Read-Only Memory)
Em vez de manter a sigla internacional, surgiam equivalentes
como:
O problema prático era evidente:
Isso criava uma camada extra de dificuldade no aprendizado.
O Caso atual do “Reset”
A discussão sobre o termo reset ilustra bem esse
conflito.
Em inglês:
No Brasil, surgiram três caminhos:
Pelo funcionamento natural do português, o “s” entre vogais
tende a ter som de “z” (como em casa, mesa, aviso). Assim, “re-set” acaba
virando espontaneamente “re-zét”.
Mesmo quem defende a manutenção do termo original muitas
vezes, sem perceber, pronuncia com som de Z.
Outros Exemplos de Aportuguesamento
Esse fenômeno não se limitou à informática. A história da
língua portuguesa está cheia de adaptações:
Na informática e eletrônica:
Alguns viraram verbos oficialmente aceitos no uso corrente:
Pontos Positivos e Negativos da Reserva
A política nacional de informática teve efeitos mistos.
Pontos positivos:
Pontos negativos:
Em um período de evolução acelerada (microprocessadores como
8080, Z80, 6502), poucos anos de isolamento significavam grande defasagem.
Fidelidade Técnica vs. Evolução Linguística
Há duas posições legítimas:
1. Fidelidade técnica
Defende manter termos originais para preservar precisão e alinhamento
internacional.
2. Evolução linguística natural
Reconhece que a língua falada adapta sons e cria formas próprias
espontaneamente.
Na prática, as duas convivem:
O debate é apenas uma pequena janela para um
fenômeno muito maior que marcou uma geração inteira de engenheiros brasileiros.
Houve uma parceira entre a USP, através do professor Zuffo, e a prologica para o desenvolvimento de um computador UNIX, creio que baseado na arquitetura Motorola 68000. Este projeto, com o codinome "Super Micro", por algum motivo não foi para frente e o máximo que vi foi um protótipo do gabinete, no formato de pirâmide, ao estido de Luciano Deviá.