A década de 1980 marcou um período singular para a indústria de tecnologia no Brasil. Naquele contexto, as fábricas de computadores nacionais eram verdadeiros polos de inovação, mas operavam de forma muito diferente das linhas de produção altamente automatizadas que conhecemos hoje.
O vídeo em questão ilustra bem essa realidade: a fabricação de computadores era essencialmente manual, com grande participação de técnicos especializados que montavam cada equipamento peça por peça, realizando soldagens, testes e ajustes individualizados.
A fábrica da Microtec, retratada nas imagens, guarda semelhanças notáveis com a histórica unidade da Prológica, localizada na Avenida Santa Catarina, em São Paulo. Essas empresas foram pioneiras no desenvolvimento e fabricação de computadores nacionais, desempenhando papel fundamental no fortalecimento do setor de tecnologia durante a chamada Reserva de Mercado de Informática, que buscava impulsionar a produção local e reduzir a dependência de importações.
Essas imagens não apenas revelam o cuidado e a dedicação envolvidos na produção da época, mas também resgatam um capítulo importante da história da informática brasileira, quando a criatividade e a engenharia manual deram os primeiros passos rumo à digitalização do país.
Programa Plantão da Madrugada e a linha de produção da Microtec em 1986
Edifício onde operava a fábrica da Prológica no final dos anos 70.
Foto recente, a esquerda a fabrica, a direita a redaçãoe e laboratório da Revista Nova Eletrônica.
Em julho de 2025, a Zilog anunciou oficialmente o
encerramento da produção do microprocessador Z80, um dos chips mais
icônicos e longevos da história da eletrônica. Após quase 50 anos de atividade
ininterrupta, chega ao fim a trajetória de um componente que marcou gerações de
engenheiros, entusiastas e empresas de tecnologia.
A História do Z80
Lançado em 1976, o Z80 foi projetado por
ex-engenheiros da Intel, que participaram do desenvolvimento do 8080.
Compatível em grande parte com o 8080, mas trazendo recursos adicionais,
como mais instruções, registradores extras e modos de interrupção mais
sofisticados, o Z80 rapidamente ganhou espaço.
Sua popularidade se deveu não apenas ao custo competitivo, mas também à
facilidade de implementação em projetos, já que integrava controladores que
simplificavam o design de sistemas.
Versatilidade: Do Hobby ao Industrial
Um dos aspectos mais fascinantes do Z80 foi sua versatilidade.
Ele estava presente em. kits para iniciantes que queriam aprender programação em
linguagem de máquina ou eletrônica digital, mas também equipava sistemas
avançados usados em telecomunicações, controle industrial e até
equipamentos médicos.
Sua documentação clara e a grande comunidade em torno do chip o transformaram
em um verdadeiro laboratório de aprendizado, sendo até hoje utilizado em
projetos de ensino e retrocomputação.
Meu primeiro contato prático com o Z80 foi, ainda no laboratório da Revista Nova Eletrônica, no projeto do computador NE Z80. Deste então trabalhei com ele em inúmeros projetos, tanto profissionais como pessoais.
Onde o Z80 Fez História
Ao longo de décadas, o Z80 foi o cérebro de máquinas que
marcaram época, como:
Computadores
pessoais dos anos 70 e 80
TRS-80
(Tandy Radio Shack)
ZX
Spectrum (Sinclair)
Amstrad
CPC
MSX
(padrão de computadores domésticos)
Osborne
1 (um dos primeiros portáteis)
Videogames
e consoles
ColecoVision
SEGA
Master System
Game
Boy (Nintendo, como processador auxiliar)
Calculadoras
e equipamentos industriais
Calculadoras
gráficas da Texas Instruments (como TI-83 e TI-84 em versões mais
antigas)
Sistemas
de controle telefônico e automação
Equipamentos Brasileiros com Z80
O Z80 também teve uma história
rica no Brasil, especialmente durante a época da reserva de mercado da
informática (anos 80 e início dos 90). Nesse período, muitas empresas
nacionais produziram microcomputadores baseados nesse processador, tanto
inspirados em modelos internacionais quanto em projetos próprios. Eis alguns
exemplos marcantes:
MSX
nacionais
O padrão MSX, que usava o Z80 como processador central, foi
bastante difundido no Brasil.
Gradiente
Expert e Gradiente Expert Plus
Sharp
Hotbit
Esses micros marcaram época e foram muito usados para jogos, educação e
até em escolas técnicas.
TK
(Microdigital)
Inspirados nos ZX Spectrum e outros modelos, os computadores da
Microdigital fizeram história:
TK85,
TK90X e TK95 – todos baseados no Z80 e bastante populares
como computadores domésticos.
Prologica
A Prologica foi outra gigante nacional que adotou o Z80:
Esquema de um dos computadores da Prologica
CP300
e CP500 – compatíveis com TRS-80 da Tandy, bastante usados em
escritórios, escolas e pequenas empresas.
NE
Z80, NE Z800 e CP200 – Compativeis com a linha ZX da Sinclar
Sistema 700 - Compatível com o Intertec Superbrain
Outros
fabricantes
Dismac
D8000 – compatível com TRS-80, voltado ao mercado corporativo.
CCE
MC-1000 – um computador mais acessível, também baseado no Z80.
A Importância no Brasil
Esses micros foram a porta de entrada para a informática
no país. Muitas pessoas que se tornaram engenheiros, programadores e
técnicos começaram a programar em BASIC ou até em assembly de Z80
nesses computadores.
Além disso, eles mostraram a força da indústria nacional em uma época em que
importar tecnologia era difícil e caro.
O Z80 ainda foi amplamente usado como processador secundário
em placas de arcade, auxiliando no controle de som e periféricos.
O Legado
Mesmo com seu ciclo produtivo terminando, o Z80 deixa um
legado imenso. Ele foi um divisor de águas na computação acessível, ajudando a
formar gerações de programadores e engenheiros. Hoje, sua presença continua
viva em simuladores, em projetos educacionais e no movimento maker, que
encontra no Z80 uma porta de entrada acessível para entender a arquitetura de
computadores.
O encerramento de sua produção representa o fim de uma era,
mas não o fim de sua relevância. O Z80 seguirá como parte da história da
tecnologia, lembrado como um chip que uniu simplicidade, versatilidade e
durabilidade incomparáveis.
Seguindo os passos dos modelos CP500 e CP200 em versões reduzidas, o Altair 8800 também ganhou sua versão em escala menor, denominada "NANICO". Esta réplica, com aproximadamente 60% do tamanho original, foi construída utilizando um painel de acrílico, gabinete em MDF e é emulada por uma placa Arduino Due.
O berçario do ALTAIR 8800 NANICO.
Altair 8800: O Computador que Iniciou a Revolução Pessoal
Imagem: The National Museum of American History
Imagine o mundo da computação em 1975: enormes máquinas trancadas em laboratórios, acessíveis apenas a cientistas, universidades e grandes corporações. O conceito de um "computador pessoal" parecia distante — até que um projeto ousado mudou tudo. Seu nome? Altair 8800.
Desenvolvido pela empresa MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems), o Altair 8800 foi lançado como um kit para hobbyistas na revista Popular Electronics, em janeiro de 1975. Custando cerca de 400 dólares, vinha em uma caixa azul metálica com fileiras de interruptores e luzes. Não tinha teclado, monitor ou mouse — mas tinha algo ainda mais poderoso: o potencial de colocar a computação nas mãos de qualquer pessoa curiosa o bastante para montá-lo.
Engenheiro e ex-militar Henry Edward Roberts, criador o Altair 8800
Lançamento do Altair 8800
Anúncio na revista - O Altair 8800 era vendido em Kit para montagem
O exemplar da Popular Eletronics pode ser baixado aqui:
O Altair 8800 usa o processador Intel 8080 e logo atraiu a atenção de entusiastas e engenheiros. Entre eles, dois jovens chamados Bill Gates e Paul Allen. Eles viram no Altair uma oportunidade única e desenvolveram uma versão da linguagem BASIC para ele — o que acabou se tornando o primeiro produto da Microsoft.
Bill Gates
Paul Allen
1975
Esse pequeno computador de aparência modesta desencadeou uma revolução. Ele inspirou toda uma geração de inventores, programadores e empreendedores. Foi o catalisador para o nascimento da indústria dos PCs, abrindo caminho para gigantes como Apple, IBM e a própria Microsoft.
Hoje, o Altair 8800 é mais do que uma peça de hardware obsoleta. Ele é símbolo de um momento crucial na história da tecnologia — quando a computação deixou os laboratórios e começou a entrar nas casas, nas garagens e nas mentes de quem mudaria o mundo.
Carregando o Basic, primeiro produto da Microsoft, no Altair 8800
O primeiro computador da Prologica
O primeiro computador da Prologica, anunciado na edição número 3 da revista Nova Eletrônica, foi o Prológica 1. Pelo que apurei, ele foi baseado no Altair 8800b Turnkey. Quando eu ainda trabalhava na Nova Eletrônica, cujo laboratório ficava ao lado do primeiro endereço da Prologica, costumava vasculhar o depósito onde eram guardados protótipos e peças descartadas, mas nunca vi um exemplar desse computador.
Uma cópia da revista Nova Eletronica pode ser baixada aqui :
Até 16 unidades de disco 88-DCDD (4 por padrão) com uso de cartão SD via SPI
Controlador de disco rígido 88-HDSK, com até 4 HDs e 4 pratos por unidade
Placa 88-RTC-VI com relógio em tempo real e suporte a interrupções vetoriais — essencial para rodar Time Sharing BASIC
Salvamento e carregamento de páginas de memória (256 bytes) diretamente do painel frontal
Editor de configuração integrado: permite alterar várias definições sem mexer no código
Armazenamento em cartão SD:
SD armazena os dados permanentemente
O Painel do Altair 8800 nanico
A partir deste ponto, apresentarei o andamento do projeto. Novas informações serão adicionadas à medida que estiverem disponíveis.
O painel possui dimensões de 296 mm de largura por 107 mm de altura. Ele foi confeccionado a partir de uma placa de acrílico branco com 2 mm de espessura, previamente pintada na cor cinza chumbo. Os cortes e gravações foram feitos a laser, garantindo precisão e acabamento de qualidade.
As chaves e LEDs são fixados por encaixe preciso nos orifícios do painel e travados com uma pequena gota de cola, assegurando firmeza e durabilidade.
Painel pronto para receber os componentes
Painel com todos os componentes fixados
Chaves e LEDs
Ligações dos cabos do painel
A emulação com o ARDUINO Due
O projeto é uma adaptação do original "Arduino Altair 8800 Simulator" de David Hansel, publicado em 2017 no site Hackster.io.
Os detalhes da construção, assim como os arquivos fonte para o Arduino e manuais do emulador podem ser baixados no site:
É necessário que o IDE do arduino esteja atualizado para que inclua as bibliotecas do DUE, eu utilizo a versão 2.3.6 e funcionou perfeitamente.
Inicialmente eu compilei o programa com o parâmetro "#define STANDALONE 1" no arquivo "config.h" isso permite que o emulador funcione no modo de depuração com somente a interface serial, sem a necessidade das chaves e LEDs fisicos conectrados.
O resultado, ligado a um terminal serial, é este. Esta opção permite o controle através de comandos no terminal:
Rodando o primeiro programa em BASIC
Para carregar o BASIC no emulador o meio mais fácil é setar as chaves A0 a A7 para 0000101 e baixar a chave AUX1.
Testando o primeiro BASIC da Microsoft de
Totalmente funcional - Rodando CP/M
Trabalhando no acabamento do gabinete
Painel traseiro
Interior, ainda sem organizar os fios
Teste com o painel retro-iluminado
Às vezes, as coisas se complicam por detalhes que, à primeira vista, parecem bobos. Foi uma verdadeira maratona fazer a faixa frontal onde está o nome do Altair e o logo da MITS.
Aqui onde moro, não foi fácil encontrar quem fizesse a impressão em papel laminado que imitasse fielmente o alumínio escovado. Acabei encontrando esse papel em um fornecedor de papéis especiais em São Paulo. Depois de muita procura, encontrei a empresa GRAPHIMAR (@graphimar | solicitegrafica@gmail.com | (13)3491-6711), que entendeu perfeitamente minha necessidade e realizou a impressão a laser com excelente qualidade.
Papel laminado
Teste de impressão
Finalizado
Detalhe do painel frontal
Detalhe do painel traseiro
Contato da Graphimar
Ainda dando crédito a quem merece, o corte a laser e a gravação dos componentes do gabinete foram realizados pela empresa CRICK LASER, que tem sido minha parceira em projetos há bastante tempo. O trabalho deles, como sempre, foi de alta precisão e qualidade. (13) 99720-5717
A filha de Margaret Hamilton, Lauren, teve um papel inesperado na prevenção de um erro no software da Apollo. Margaret Hamilton foi a diretora da equipe de engenharia de software do Programa Espacial Apollo e teve um papel fundamental no desenvolvimento do software de voo da missão.
Ilustração de Dixie Leota
Durante o desenvolvimento do sistema de orientação e navegação da Apollo, Margaret frequentemente levava sua filha, Lauren, então com apenas 4 anos, para o trabalho no MIT Instrumentation Laboratory (atualmente Draper Laboratory). Certa vez, enquanto brincava no laboratório, Lauren acidentalmente pressionou uma sequência de teclas no simulador da Apollo, colocando o sistema no modo de pré-lançamento durante um voo simulado.
Margaret Hamilton e sua filha Lauren
Margareth no simulador do módulo de comando das naves Apollo
Esse incidente revelou um problema sério: se um astronauta cometesse o mesmo erro durante uma missão real, o sistema poderia falhar ou comprometer a segurança da nave. Margaret imediatamente reportou o problema e argumentou que era necessário programar uma solução para evitar essa situação. Inicialmente, a NASA resistiu à ideia de gastar tempo e recursos corrigindo algo que, teoricamente, os astronautas deveriam evitar apenas seguindo as instruções corretamente.
Porém, sua preocupação se mostrou válida quando, durante a missão Apollo 8, o astronauta Jim Lovell acidentalmente digitou o mesmo comando que Lauren havia, brincando, descoberto, colocando o computador da espaçonave no modo errado. Felizmente, graças às modificações que Margaret insistiu em implementar, o software conseguiu se recuperar automaticamente e evitar um desastre.
Esse episódio reforçou a importância do trabalho de Hamilton e sua abordagem meticulosa ao desenvolvimento de software, garantindo que o sistema pudesse lidar com erros humanos e imprevistos, um conceito que se tornaria essencial para a engenharia de software moderna.
A falha durante a alunissagem da Apollo 11
Durante a aproximação do Módulo Lunar Eagle à superfície da Lua, o computador de navegação (AGC Apollo Guidance Computer) começou a exibir alarmes de erro, especificamente os códigos 1202 e 1201. Esses erros indicavam uma sobrecarga de processamento, ou seja, o computador estava recebendo mais tarefas do que conseguia processar.
Causa do problema:
O problema foi causado por um radar de acoplagem que, por engano, permaneceu ligado durante a descida. Isso gerou dados extras e sobrecarregou o computador.
Como o software evitou um desastre:
Graças ao design inteligente do software desenvolvido pela equipe de Margaret Hamilton, o sistema foi programado para priorizar tarefas essenciais automaticamente. Dessa forma, o computador descartou processos menos importantes e continuou executando apenas as funções críticas para a alunissagem, permitindo que Neil Armstrong e Buzz Aldrin completassem, manualmente, o pouso com segurança.
Se não fosse por esse design, o computador poderia ter travado ou exigido um reinício, forçando o cancelamento do pouso. Esse episódio comprovou a robustez do software da Apollo e consolidou a importância do trabalho de Margaret Hamilton na história da computação e da exploração espacial.
O AGC e sua interface de usuário DSKY
O reconhecimento tardio
Em 22 de novembro de 2016, Margaret Hamilton recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração civil dos Estados Unidos, entregue pelo então presidente Barack Obama.
Ela foi reconhecida por seu trabalho pioneiro na engenharia de software e por sua contribuição fundamental para o sucesso das missões Apollo. Durante a cerimônia, Obama destacou sua importância ao afirmar que Hamilton foi responsável por garantir que o software do Apollo Guidance Computer (AGC) permitisse que os astronautas chegassem à Lua e voltassem em segurança.
Uma das imagens mais icônicas desse reconhecimento é Margaret Hamilton sorrindo ao lado de Barack Obama. Esse prêmio simbolizou o reconhecimento tardio, mas merecido, de seu impacto na história da computação e da exploração espacial.
Margareth recebendo a medalha de Obama
A NASA disponibilizou o código fonte do AGC usado na Apollo 11
O código fonte foi digitalizado e publicado no GitHub por um ex-estagiário da NASA chamado Chris Garry, em 2016.
O código foi originalmente escrito em Assembly para o processador do AGC, que tinha apenas 2 KB de RAM e 36 KB de memória fixa. Ele contém comentários interessantes, incluindo algumas piadas da equipe de programadores do MIT.
Detalhes da linguagem:
O Assembly usado era um "dialeto" personalizado chamado AGC4 Assembly, desenvolvido para o processador do AGC.
O AGC era uma máquina de palavra de 15 bits, com instruções altamente otimizadas devido às limitações de hardware.
O código era escrito em listagens de código fonte impressas em papel perfurado e depois convertido para o formato que o computador entendia.
Margareth e a listagem do programa do AGC
Curiosidades sobre o código:
Ele contém comentários engraçados dos programadores do MIT Instrumentation Laboratory.
Um dos arquivos faz referência a "BURN_BABY_BURN", uma piada interna sobre a sequência de ignição do motor.
Parte da rotina "BURN_BABY_BURN"
Um vídeo interessante sobre esses episódios pode ser visto aqui:
A restauração do AGC
O canal do YouTube CuriousMarc documentou a restauração do Apollo Guidance Computer (AGC). A série de vídeos detalha o processo de recuperação desse equipamento histórico, destacando sua importância na exploração espacial.
A restauração do AGC é significativa não apenas por preservar um artefato histórico, mas também por proporcionar insights sobre a tecnologia da época e inspirar futuras gerações de engenheiros e entusiastas da exploração espacial.
Para uma visão mais detalhada desse projeto de restauração, você pode assistir aos vídeos aqui:
A exposição Space Adventure realizada em São Paulo
A exposição "Space Adventure" foi uma mostra inédita realizada no Shopping Eldorado, em São Paulo, de 26 de agosto a 26 de outubro de 2021. Ela apresentou mais de 300 itens originais da NASA, incluindo artefatos dos projetos Mercury, Gemini e Apollo, que levaram o homem à Lua.
Entre os destaques, estavam réplicas em tamanho real de naves como Juno e Titan, o foguete Saturno 5, o veículo lunar "Roving" e a cápsula Apollo 11. Além disso, os visitantes puderam ver trajes espaciais completos, ferramentas utilizadas pelos astronautas, computadores da década de 1960 e a mesa de controle original de Houston.
A mostra foi realizada em uma tenda climatizada de 2.600 m² no estacionamento do Shopping Eldorado, proporcionando uma experiência imersiva aos visitantes. A inauguração contou com a presença de Charles Duke, um dos três homens ainda vivos que pisaram na Lua, que compartilhou suas experiências durante o evento.
A "Space Adventure" ofereceu aos visitantes a oportunidade única de vivenciar a história das missões espaciais da NASA e a conquista da Lua, por meio de uma vasta coleção de artefatos e réplicas, muitas exibidas pela primeira vez fora dos Estados Unidos.
Eu visitei a exposição por duas vezes. Abaixo algumas fotos do evento.
Interior de um módulo de comando das naves Apollo em exposição em São Paulo
Módulo de memória das naves Apollo em exposição em São Paulo